Thais Silva de Sousa – “Farmácia Alecrim Manipulação e Homeopatia”
Thais Silva de Sousa, é natural de Lagoa da Prata, nasceu em 17 de março de 1983, formada e especialista em Farmácia Clínica. É Terapeuta Homeopata, fez Homeopatia Livre por 2 anos, no Instituto IONS. Também é Terapeuta Floral, e está se especializando em Farmácia Magistral, pelo Instituto Racine.
Quando fez Farmácia Clínica, na época, foi uma das primeiras na região a fazer com ênfase na prescrição farmacêutica, inclusive tem consultório farmacêutico dentro da sua farmácia, mas por precisar se dedicar ao operacional não consegue estar tanto no consultório. Tem feito os atendimentos no balcão, embora gostaria de fazer de forma mais formal dentro do consultório, deseja que esse dia venha chegar, no momento de poder agendar mais consultas.
A farmácia Alecrim veio junto com o nome Thais, é um espelho do ser humano que está por traz, que vem movendo a empresa. A farmácia Alecrim veio para trazer o diferencial de um atendimento mais individualizado, especializado e exclusivo, porque cada ser humano é único.
A farmácia de manipulação vem para individualizar cada atendimento, olhar o ser humano como um todo, com espirito, alma, coração e corpo. Não apenas vender o medicamento, que é preciso para manter a empresa, mas também entender e ajudar a pessoa a fazer o melhor tratamento, sendo orientado, e perceber a melhor forma e o melhor horário para o medicamento ser bem absorvido e obter um bom resultado. Com esse olhar diferenciado tem cuidado de tudo e treinado seus colaboradores para agir da mesma forma no atendimento as pessoas.
Não tem filhos, pois vem se dedicando a vida profissional, tem estudado muito, feito muitos cursos, por ter aberto um negócio, sabe que está no limite do tempo da maternidade, mas acredita que Deus sabe o momento certo. É casada, tem três cachorrinhos, se sente muito maternal e cuida muito das pessoas, da família que está em primeiro lugar, preza muito pelo cuidado. Considera a Alecrim um filho, cuida com muito zelo.
É filha de Antônio e Helena, tem três irmãos, ela é a mais velha. Vem de uma família muito simples, não é conhecida, não trouxe nenhuma bagagem para a sociedade, nem é abastarda, mas é uma família rica de amor, de valores. Foi a primeira a fazer faculdade na família, fez com muita dificuldade.
O pai sempre trabalho como encarregado de fazenda, dirigindo caminhão. A mãe sempre foi do lar, mas trabalhava muito, lavando roupa para as pessoas, fazendo faxina. Quando solteira tomava de conta das casas, ia morar na casa de uma família. A mãe apesar de toda dificuldade, fazia sacrifício para comprar livros, sempre estudou em escola pública, mas a mãe fazia questão de adquirir determinado livro, ajudou muito influenciando e apoiando seus estudos, o pai apoiando também, trabalhando para cuidar da família.
Tem um irmão que se chama Tiago, tem uma diferença pequena de idade entre eles, quando ela estava com 9 meses de idade, a mãe engravidou do irmão, são muito amigos e parceiros. Tem a irmã Tamires, que está trabalhando com ela, está muito feliz por isso, tem muita confiança, e por último o Tales, o mais novo.
Teve uma infância com a roça fazendo parte, pelo trabalho do pai, então podia ir para a fazenda com ele e ficar o dia todo. Participava da lida com o gado, de ver como era o trabalho, subir em árvores, correr atrás dos irmãos no meio do mato. Foi uma infância viva, com brincadeiras de criança, não ter medo de pisar no chão e se sujar, e isso foi muito bom, porque trouxe mais fortalecimento, como crianças e seres humanos, na questão imunológica. Viveu o que toda criança deveria viver, teve uma infância muito feliz, de fazer as brincadeiras.
Muito nova ainda, aos 13 anos, já ia limpar a casa das vizinhas, foi babá, ganhava um dinheirinho e ajudava em casa. Com o primeiro salário comprou verduras para casa, chegou a um ponto que os pais não compravam mais nada para ela, ela mesma comprava suas roupas, e ainda ajudava a pagar a luz, fazia sacolão, enchia a geladeira de verduras, ficava feliz e orgulhosa.
Quando começou a ganhar um pouco melhor, ajudou a comprar os móveis de casa, chamava os irmãos para se juntarem e comprarem algo para dentro de casa. Acredita que a vida que teve foi muito feliz, consegue agradecer por tudo, tudo que conquista. Tem uma forma de ver diferente daqueles que conseguem de forma mais fácil, ela teve muito esforço, então considera mais valoroso, aquilo que muito custa, vale muito, e sua vida sempre foi com muita dificuldade, muita luta, mas agradece por cada conquista.
Estudou em escola pública, teve excelentes professores, com uma base educacional de muito valor, desde o prezinho, ajudou muito o que ela é hoje, as professoras Edele e Clarim, no prezinho. Na quarta série até nono ano teve a dona Diva, a Marlene, que deram além de uma base educacional, fizeram dela uma pessoa melhor.
Pensa que quando se convive com pessoas que são exemplos, ajuda a querer seguir o exemplo. Também teve amizades ao longo da escola, bons amigos. Participava de eventos religiosos da Igreja Católica, de grupo de oração, foi da Legião de Maria, da Conferência, Sociedade São Vicente de Paula, trouxe mais valores, pois acredita que a convivência com pessoas que ajudam outras agregam mais na sua vida, pessoas muito mais velhas, e ela bem jovem, mas se sentia bem, gostava e isso ajudou muito a ser quem ela é.
Começou a trabalhar em drogaria por influência do esposo, ele fez Farmácia, depois foram morar fora, em Mato Grosso. Fez curso para tentar o vestibular, queria tentar entrar na Faculdade Federal, ainda pensou em fazer medicina na Bolívia, morava a apenas 80 km de distância, mas não se adaptou ao lugar e voltou.
Resolveu fazer para farmácia mesmo, já havia trabalhado em drogaria, gostava de pessoas, lidar com o outro. Acha que é muito bonito, ter cuidado com o outro ser humano, sempre gostou, apesar de ter sido muito difícil, a cada semestre tinha que negociar o pagamento. Trabalhava em dois empregos, conseguiu estágio na saúde mental, e era remunerado, ficou por dois anos na prefeitura de Lagoa da Prata, e isso foi um divisor de águas.
Trabalhava na saúde mental de manhã, a tarde ia para uma drogaria e a noite para a faculdade, não tinha tempo para mais nada, foi bastante difícil, mas conseguiu se formar, depois trabalhou e hoje tem uma farmácia de manipulação, com muito custo, as coisas foram se ajeitando e já tem mais de 14 anos formada.
A ascensão foi bem rápido, mas aconteceu de forma natural, em momento nenhum teve medo de abrir o negócio, ficava um pouco insegura, porque mudar do quadro de funcionária para ir empreender é acreditar cegamente em você mesmo, não tinha um plano b, estava investindo tudo, só tinha aquele plano, fez de tudo para dar certo e queria que desse certo, colocou a alma e o coração no negócio.
No mês que abriu já foi surpreendida, porque já precisou colocar mais pessoas para ajudar, depois no outro mês ainda mais. Os clientes vieram de forma natural, mas isso foi construído há muito tempo atrás, de todos os lugares que passou as pessoas foram acompanhando a trajetória dela, quando abriu as portas de um negócio foi muito bom porque elas estavam lá.

Ficava receosa por causa da responsabilidade, precisava ter os pés no chão, ela acreditou no negócio e acredita até hoje, porque nada é definitivo na vida, está em um bom momento hoje e amanhã pode ser outro momento, mas luta todos os dias para ter uma empresa melhor, quer ser uma pessoa melhor, que possa usar o serviço dela para ajudar outras pessoas.
Pensa que motivo teria se não tivesse um propósito, ajudar as pessoas através do seu serviço, e que bom que é farmacêutica e tem uma farmácia, que pode ajudar com os medicamentos, não tem coisa mais bonita, produzindo medicamento para ajudar as pessoas a ter qualidade de vida. Ser farmacêutica é lindo.
Nas horas vagas gosta de praticar esportes, acredita que gosta de cozinhar, mas não tem tempo, quando está em casa, faz algo, fica bem feito, até adoraria, mas ainda não é o memento, precisa trabalhar muito agora, e diz que estava preparada, sabia que precisaria dessa atenção maior, não tem como ter um negócio e querer que ele caminhe sozinho, ilusão achar que é dona e querer ficar em casa, até quer caminhar para melhorar e chegar a esse ponto, mas ainda não é, ainda exige muita dedicação.
Ama pedalar, andar de bicicleta é seu esporte preferido, já teve o momento de se dedicar, competir, hoje não consegue mais, porém sempre pedala nos domingos. Também faz musculação e as vezes corre. Gosta de viajar, ama conhecer lugares novos, pessoas novas, adora a natureza.
A viagem inesquecível foi ao Chile, por ser um pais de primeiro mundo, conhecer a neve, ama o frio, é muito diferente do que vive hoje, gosta da elegância das roupas de frio, do momento mais tranquilo. Gosta da solitude, as vezes sente falta, também gosta de viajar para lugares históricos, lugares bons de tomar café, mais aconchegantes e antigos.
A vida para ela é aprendizado, todo dia acorda para resolver problema e vai sendo surpreendida, e consegue lidar com isso com o aprendizado, no final do dia percebe o que resolveu, como o dia foi bom, aprendendo sempre, aprendendo com as outras pessoas, com as experiências do dia a dia, então a vida é muito boa, mesmo com as adversidades, só de estar vivo é motivo de agradecimento.
Fala que quem é empreendedor é ser um entusiasta, seria muito ruim se pensasse em ir para seu negócio sem ânimo, mas vai empolgada, com felicidade. Pensa nos dez funcionários, são dez famílias, dependendo do negócio, uma empresa pequena, que começou menor ainda, mas que tem tudo para crescer mais.
É agradecida pelos colaboradores que tem, uma equipe muito boa, vibram juntos com cada conquista, presenciam as dificuldades, não esconde deles, conversam, trocam ideias, se sentem pertencidos, o mérito é também deles, a cada um que está lá dentro.
Entende que o reconhecimento vem de muita luta, de um longo tempo de trabalho, é muito gratificante e se sente feliz por ser agraciada. Inicialmente tinha muito a visão de ser funcionária, pensando que não era empresária, precisou trabalhar esse lado seu, aprender a delegar, e conseguiu com mentorias.
Diz que ela é de pegar no pesado mesmo, faz por querer, muitas vezes já foi a noite limpar a farmácia, não há vergonha nisso, porque entende que tudo tem o seu valor, até para sentar na mesa e pensar que é dela, foi difícil, então para aceitar o mérito foi a partir desse momento, pensar que merece, saber que lutou por isso. Foi muito bom ver que é reconhecida diante de tantas pessoas, mulheres maravilhosas, empreendedoras, poder estar neste lugar e ser reconhecida diante de tantas mulheres que também merecem.
Ficou muito emocionada, cada pessoa é que conhece as suas próprias lutas, deve se fazer sem esperar reconhecimento, fazer de coração, ninguém precisa estar vendo e nem saber, uma mão não precisa saber o que a outra faz, mas quando o reconhecimento vem de forma tão natural, como tem vindo, é muito gratificante, traz muita emoção, pensar que veio naturalmente, deixa o coração feliz e realizado.
A mensagem que deixa aos jovens entrando no mercado de trabalho é que não se pode ter medo, precisa se dedicar muito, muitas vezes começando de baixo, não se pode querer o alto de primeira, pode querer que ele chegue, queremos conquistar, se tem a intenção, uma condição boa, mas para chegar na frente são degraus.
A dedicação em primeiro lugar, a disciplina, não se pode ter preguiça de nada, mesmo que as vezes seja difícil, acordar e pensar que precisa fazer algo novamente, que não gostaria, mas que é preciso, nem sempre fazemos o que gostamos, as vezes precisa fazer o que não gostamos para chegar onde queremos realmente. A vida não é férias, é muito trabalho.