HONRA AO MÉRITOPersonalidades

DRA. ROSIMAIRE CÁSSIA DOS SANTOS

Uma vida de coragem, trabalho, justiça e compromisso com as pessoas

ORIGEM E FAMÍLIA — AS RAÍZES DE UMA MULHER DETERMINADA

Nascida em Bom Despacho, Minas Gerais, em 7 de outubro de 1966, dia de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade e símbolo de uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais do município, Rosimaire Cássia dos Santos nasceu em uma família de seis filhos. Caçula dos irmãos, filha de Pedro Martins dos Santos, militar, e Maria Rita dos Santos, funcionária de uma tradicional fábrica de tecidos de Bom Despacho, Rose cresceu em uma família simples, trabalhadora e profundamente presente em sua formação.

A mãe, depois de ter os filhos, deixou o trabalho para dedicar-se à família. Era uma presença constante na vida dos filhos, mas também uma mulher que ensinava, pelo exemplo, o valor do trabalho, da responsabilidade e da conquista do próprio espaço.Das filhas, todas tiveram contato com o trabalho de lapidação de pedras — uma atividade que fazia parte da realidade econômica de muitas famílias da época. Rose começou a trabalhar ainda muito jovem. Aos 12 anos, já atuava em uma fábrica de lapidação de pedras semipreciosas.Desde cedo, portanto, aprendeu uma lição que levaria por toda a vida: independência se constrói com trabalho, determinação e coragem.

UMA INFÂNCIA DE TRABALHO E INICIATIVA

Rose sempre teve espírito empreendedor.

Ainda menina, encontrava maneiras de ganhar seu próprio dinheiro. Durante as obras de implantação da iluminação pública em Bom Despacho, por exemplo, recolhia pequenos pedaços de fios e metais que poderiam ser vendidos.
Também fazia e vendia alimentos.
Não se tratava apenas de ganhar dinheiro. Havia ali uma característica que se tornaria marcante em sua personalidade: a disposição para fazer acontecer.
Enquanto muitas meninas de sua geração eram educadas para permanecer exclusivamente dentro de casa, Rose já buscava independência e novas possibilidades.

O COLÉGIO TIRADENTES E A DESCOBERTA DE UMA VOCAÇÃO

Filha de militar, Rose estudou no Colégio Tiradentes. O universo da segurança pública já fazia parte de sua vida familiar, mas a escolha profissional surgiria de maneira quase inesperada.
Na década de 1980, cursava o magistério, uma formação que, naquele momento, representava uma possibilidade concreta de ingresso no mercado de trabalho.Foi então que surgiu um concurso público da Polícia Civil de Minas Gerais para detetive de polícia.

Aos 17 anos, Rose decidiu tentar.

A investigação despertou imediatamente seu interesse. O desafio das provas, o teste físico e a perspectiva de trabalhar com investigação fizeram com que ela enxergasse naquela carreira uma possibilidade diferente de tudo o que havia imaginado até então.

A PRIMEIRA GRANDE PROVA DE DETERMINAÇÃO

A aprovação no concurso veio acompanhada de uma situação que poderia ter interrompido sua trajetória.
Rose e sua irmã mais velha, Marlene, que também havia sido aprovada, trabalhavam com lapidação de pedras e sofreram uma intoxicação. As duas precisaram ser internadas em Belo Horizonte.
Rose ainda conseguiu realizar o exame psicotécnico antes da internação. Durante o período em que permaneceu hospitalizada, entretanto, o prazo para a realização do teste físico se aproximava.
Ela recebeu alta na sexta-feira.
No sábado, realizou o teste físico.
E foi aprovada.

Aos 18 anos, deixou Bom Despacho para viver em Belo Horizonte durante seis meses, onde realizou o curso de formação da Polícia Civil.

Foram meses de treinamento intenso, com aulas teóricas e práticas, investigação, defesa pessoal, armamento, tiro e diversas outras disciplinas.

Era o começo de uma carreira que seria marcada por desafios e grandes responsabilidades.

INVESTIGADORA DE POLÍCIA — UMA MULHER EM UM UNIVERSO MASCULINO

Formada investigadora, Rose foi inicialmente designada para Tiros. Seu pai, preocupado com a filha tão jovem em uma cidade distante, utilizou seus contatos para tentar ajudá-la.
Como havia obtido excelente classificação, conseguiu a transferência para Divinópolis.
Foi ali que Rose permaneceu por quase uma década, entre 1987 e 1995.

Participou de diversas investigações e integrou equipes responsáveis por casos de grande repercussão. Entre eles, esteve a investigação relacionada à morte do pianista Ivan Silva.
Naquele período, ser mulher em uma equipe predominantemente masculina era um desafio adicional.
Rose, porém, não se intimidou.
Ao chegar, encontrou um ambiente formado praticamente apenas por homens. Foi nesse contexto que conheceu a delegada Jussara, uma profissional que se tornou sua referência, especialmente pelo trabalho desenvolvido em casos de violência contra a mulher.
Foi então que Rose tomou uma nova decisão: seria delegada de polícia.

O DIREITO E A CONQUISTA DO PRIMEIRO LUGAR

Enquanto trabalhava como investigadora, Rose iniciou a graduação em Direito.
A formação jurídica ampliou seus horizontes e confirmou uma vocação que já estava presente em sua trajetória: a defesa das pessoas e a busca pela justiça.
Depois de formada, começou a se preparar para o concurso de delegada de polícia.
Na época, os concursos eram regionalizados. Rose participou de processos seletivos para diferentes regiões de Minas Gerais e, no concurso destinado ao Triângulo Mineiro, alcançou uma conquista extraordinária: foi aprovada em primeiro lugar.

Em 1995, tornou-se delegada de Polícia Civil de Minas Gerais.
Para ela, aquela conquista representava muito mais do que uma aprovação profissional. Era a realização de um sonho construído desde a adolescência e uma vitória que encheu de orgulho sua família — especialmente seu pai, que guardou até os últimos anos de vida a publicação que registrava a primeira colocação da filha.

UBERLÂNDIA — INVESTIGAÇÃO, ENSINO E GRANDES DESAFIOS

Como delegada, Rose foi designada para Uberlândia.
Na cidade, participou de diversas investigações e atuou em casos de grande complexidade.
Um deles envolveu uma mulher vítima de uma tentativa de homicídio extremamente grave. A investigação conduzida por Rose e sua equipe conseguiu chegar à autoria em poucos dias, levando à prisão do responsável.
Experiências como essa mostraram, mais uma vez, a dimensão humana e profissional da carreira que havia escolhido.
Mas sua atuação não se restringiu à Polícia Civil.

Rose também ingressou na docência e passou a lecionar Direito na Universidade Federal de Uberlândia, experiência que marcaria profundamente sua vida.
Ao longo dos anos, recebeu diversas homenagens de ex-alunos e teve a satisfação de acompanhar muitos deles posteriormente se tornarem juízes, promotores, advogados, policiais e profissionais em diferentes áreas.
Para ela, esse talvez seja um dos frutos mais bonitos de uma carreira dedicada ao conhecimento: perceber que aquilo que ensinou continuou caminhando através de outras pessoas.

O RETORNO A BOM DESPACHO

A doença da mãe, no início dos anos 2000, fez Rose tomar uma decisão importante.
Era hora de voltar para casa.
Exerceu o cargo de Delegada em Bom Despacho por quase uma década, sendo responsável por conduzir a maior investigação de repressão ao tráfico de Drogas , Operação Timbalada.
O seu marido, parceiro de vida e profissão. Jonias Alves Maciel , investigador de Polícia, nível especial.
Em Bom Despacho e retomou também a atividade docente, passando a lecionar por mais de 20 anos na UNA.
O retorno às raízes abriu uma nova etapa de sua vida.
Além da carreira jurídica, Rose começou a ampliar sua atuação nas áreas social, política, cultural e educacional. Se identifica como de Direita, defendendo os valores e princípios religiosos , familiares e patrióticos.

COMBATE À VIOLÊNCIA E DEFESA DAS MULHERES

Ao longo de sua carreira policial, uma das áreas que mais mobilizou Rose foi o enfrentamento à violência contra a mulher e à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Ela acompanhou histórias difíceis, mas também testemunhou transformações.
Em determinado momento de sua trajetória, ajudou a construir uma estrutura de acolhimento dentro da delegacia, estabelecendo parceria para oferecer atendimento psicológico e social às mulheres vítimas de violência.
A proposta era inovadora para a época.
Mais do que registrar uma ocorrência, era preciso acolher a mulher.
Ouvi-la.
Prepará-la.
Dar-lhe suporte para que pudesse compreender que existia uma saída.
Rose também acompanhou casos em que mulheres, mesmo profissionalmente estabelecidas, permaneciam aprisionadas em relações violentas.
Para ela, a violência doméstica nunca foi uma questão restrita à condição econômica.
Era — e continua sendo — uma questão humana e social.

A SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL — TRANSFORMAR ASSISTÊNCIA EM OPORTUNIDADE

A experiência acumulada na Polícia Civil encontrou um novo campo de atuação quando Rose assumiu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
Ali, pôde trabalhar diretamente com pessoas e famílias que, em diferentes circunstâncias, haviam cruzado seu caminho anteriormente como vítimas, crianças, adolescentes ou pessoas em situação de vulnerabilidade.
Foi nesse período que participou da criação e desenvolvimento de projetos voltados à profissionalização e à autonomia.
Um dos trabalhos que guarda com especial carinho foi o projeto Colhendo Flores, voltado para jovens mulheres que estavam em situação de prostituição.
A proposta era oferecer novas perspectivas por meio da profissionalização.
Acreditar que uma pessoa pode mudar sua história sempre foi uma das marcas da atuação de Rose.
Para ela, ajudar não significa apenas oferecer assistência.
É também criar condições para que a pessoa possa caminhar com as próprias pernas.

UMA VISÃO SOCIAL BASEADA EM AUTONOMIA

Rose acredita que a política social precisa estar associada à geração de oportunidades.
Em sua visão, o benefício social pode ser necessário em determinado momento, mas deve existir também um caminho para a autonomia.
Ela compara esse processo à amamentação: existe o momento de alimentar e proteger, mas também precisa existir o momento do desmame.
Por isso, defende políticas públicas que aproximem as pessoas da qualificação profissional, do empreendedorismo, do emprego e da geração de renda.
Para Rose, não basta criar programas.
É preciso criar ações, acompanhar resultados e garantir continuidade.

A POLÍTICA COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO

Rose ingressou na política partidária por volta de 2013.
Foi candidata a vereadora e, embora tenha sido a mulher mais votada naquela eleição, não conquistou a cadeira em razão do sistema de coligações.
Sua atuação, entretanto, não terminou ali.
O então prefeito Fernando Cabral a convidou para assumir a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
Mais tarde, Rose também exerceu mandato como vereadora e, posteriormente, voltou ao Executivo como secretária municipal de Cultura.Em cada função, levou consigo a mesma concepção: o cargo é apenas um instrumento. O verdadeiro compromisso é com as pessoas.

JUVENTUDE E CIDADANIA

Como vereadora, Rose participou da criação de projetos voltados à formação cidadã dos jovens.
Entre eles, esteve a implantação da Câmara Jovem em Bom Despacho e a realização da Gincana da Constituição.
A proposta era aproximar crianças e adolescentes do Poder Legislativo, da Constituição, da política e da compreensão dos direitos e deveres
do cidadão.
O projeto chegou a levar um jovem de Bom Despacho a Brasília para participar de uma experiência no Senado Federal como jovem
representante.
Para Rose, formar cidadãos conscientes é uma das formas mais importantes de transformar uma sociedade.

CULTURA — UMA NOVA FORMA DE CUIDAR DA CIDADE

Como secretária municipal de Cultura, Rose encontrou outro campo onde pudesse colocar em prática sua visão de valorização das pessoas.
E fez da cultura uma ferramenta de inclusão.
Durante sua gestão, trabalhou pela valorização do patrimônio, das manifestações religiosas, do artesanato, da culinária, dos escritores e dos artistas locais.
Participou da criação e fortalecimento de projetos que continuam presentes na vida cultural de Bom Despacho.
Entre suas conquistas está a Virada Cultural de Bom Despacho, cuja lei foi de sua autoria quando vereadora.
A proposta valoriza especialmente os artistas da própria cidade.
Em vez de trazer o público para o artista, a ideia é levar o artista para a rua e fazer com que o público vá ao encontro dele.
É uma inversão simbólica que traduz muito da filosofia de Rose: revelar talentos que já existem dentro da própria comunidade.

LITERATURA, MEMÓRIA E IDENTIDADE

Durante sua atuação na Cultura, Rose também trabalhou pela valorização dos escritores locais e pela criação de iniciativas de incentivo à leitura.
Participou da implantação da feira literária e de projetos que aproximavam escritores e leitores.Para ela, cultura não é apenas entretenimento.
É identidade.
É memória.
É pertencimento.

Por isso, também esteve envolvida na valorização de manifestações tradicionais de Bom Despacho, incluindo o Reinado, o artesanato, a culinária, os carros de boi e outras expressões que fazem parte da história da cidade.

FÉ, CULTURA E REINADO

A religiosidade ocupa um lugar especial na vida de Rose.
Nascida no dia de Nossa Senhora do Rosário, ela cresceu profundamente ligada à fé e às tradições religiosas de Bom Despacho.
Foi princesa e rainha de Reinado e pretende, inclusive, participar como dançadora em uma próxima edição.
Para ela, fé e cultura caminham juntas.
Também participa de grupos de oração e mantém uma ligação especial com a Cruz do Monte, lugar de grande importância histórica e espiritual para Bom Despacho.Entre as ações das quais participou está a implantação de uma Via-Sacra no local, projeto que hoje permite que muitas pessoas utilizem aquele espaço para oração e reflexão.

TURISMO E NOVOS CAMINHOS

O interesse pela cultura também a aproximou do turismo.
Atualmente, Rose participa da Trilha dos Bandeirantes, uma Instância de Governança Regional do Turismo que reúne mais de 20 municípios.
Também esteve envolvida em projetos como os Caminhos do Padre Libério, fortalecendo a percepção de que turismo, fé, cultura, história e desenvolvimento regional podem caminhar juntos.
É mais uma frente em que sua trajetória continua se expandindo.

UMA MULHER QUE NÃO CABE EM UM ÚNICO CARGO

Delegada. Advogada. Professora. Secretária municipal. Vereadora. Gestora cultural. Ativista social. Mulher de fé. Mãe. Amiga.Empreendedora de ideias.

São muitos os títulos que poderiam ser atribuídos a Rose.
Mas nenhum deles parece suficiente para defini-la.
Porque, em sua trajetória, existe uma característica que permanece independentemente do cargo que ocupa: o compromisso com as pessoas.
Mesmo afastada atualmente de funções públicas, continua sendo procurada por pessoas que precisam de orientação, apoio ou simplesmente alguém disposto a ouvir.
Para ela, política não depende de uma cadeira.
Política é participação.
É presença.
É serviço.

A MULHER POR TRÁS DA PROFISSIONAL

Longe dos tribunais, das delegacias, dos plenários e das secretarias, existe uma Rose apaixonada pela vida.
Uma mulher que ama a família, valoriza profundamente as amizades e encontra prazer nas coisas simples.
Adora cozinhar e tem uma receita especial de peixe que se tornou uma das preferidas da família.
Cultiva amizades que atravessaram décadas.
Alguns amigos a acompanham desde os 19 anos, quando ainda cursava Direito.
São pessoas que permaneceram presentes em diferentes fases da vida e que, inclusive, participaram da história de seu filho, Pedro Vitor Santos Maciel.
Rose também construiu amizades profundas ao longo da carreira, inclusive com colegas da Polícia Civil e do Direito.
Para ela, algumas relações são verdadeiros presentes que o tempo se encarrega de preservar.

MATERNIDADE E UM NOVO TEMPO

A maternidade também trouxe uma pausa consciente em sua trajetória.
Seu filho Pedro, hoje com 20 anos, iniciou sua formação universitária em Medicina.
Rose decidiu dedicar um período maior à família e, especialmente, acompanhar essa nova fase do filho.
Hoje, mantém uma atuação mais leve na advocacia, prestando assessoria jurídica e colaborando pontualmente em casos e projetos.
É um momento diferente, mas não significa afastamento da vida pública.
Ela continua estudando, participando, sendo procurada e pensando em novos projetos.

UM NOVO PROJETO PARA AS MULHERES

Entre os projetos que guarda para o futuro está uma iniciativa voltada às mulheres vítimas de violência.
A proposta pretende reunir diferentes setores da sociedade para construir uma rede efetiva de proteção.
Não apenas discutir conceitos.
Mas agir.
Para Rose, a mulher vítima de violência precisa de uma resposta integrada, que envolva diferentes profissionais, instituições e setores da sociedade.
É um projeto que ainda está sendo construído, mas que representa a continuidade de uma causa que acompanha sua trajetória há décadas.

O LIVRO QUE AINDA VIRÁ

Outro projeto que Rose guarda para o futuro é escrever um livro.
Ela já possui anotações e ideias, mas reconhece que esse será um projeto mais pessoal e que exigirá tempo e dedicação.
Talvez seja justamente por isso que o livro ainda esteja esperando seu momento.
Afinal, sua vida já possui matéria-prima suficiente para muitas páginas.

VIAGENS, FAMÍLIA E PEQUENAS ALEGRIAS

Rose gosta de viajar e guarda lembranças especiais de experiências vividas ao lado do filho e de amigas.
Entre os destinos que conheceu estão Grécia, Roma e Punta Cana, além de diferentes lugares do Brasil.
Mas, entre todos os destinos, o Nordeste ocupa um lugar especial em seu coração.
Ela também valoriza profundamente os encontros, os amigos, a família, a culinária e os momentos compartilhados.

O QUE É A VIDA PARA ROSE?

Quando perguntada sobre o significado da vida, sua resposta foi simples e profunda:
amor.
Para Rose, o amor ultrapassa a presença física.
É capaz de permanecer depois que alguém parte.
É sentir o cheiro, lembrar o toque, reconhecer a voz, perceber os gestos.
É assim que ela sente a presença da mãe até hoje.
Em seus próprios gestos, em sua maneira de falar, de cuidar e de se posicionar, reconhece traços daquela mulher que ajudou a construir quem ela é.
Para Rose, o amor transcende.
E talvez seja essa a palavra que melhor explique sua maneira de enxergar a própria existência.

O LEGADO

Rose não deseja ser lembrada apenas pelos cargos que ocupou ou pelas conquistas profissionais.
Deseja ser lembrada como alguém que deu o seu melhor.
Como alguém que se entregou às causas em que acreditava.
Como alguém que não soube viver pela metade.
Ela mesma define sua personalidade de uma maneira muito particular:
não sabe ser morna.
Quando acredita em algo, mergulha.
Quando assume uma causa, entrega-se.
Quando aceita uma responsabilidade, vai até o fim.Talvez por isso tenha conseguido transitar por universos tão diferentes — da investigação policial à sala de aula, da defesa jurídica à política, da assistência social à cultura, do turismo à vida comunitária — sem perder sua essência.

UMA MULHER ANTES DO CARGO

Há uma frase que sintetiza muito de sua maneira de viver:
a pessoa vem antes do cargo.
Rose conta que, durante os eventos realizados enquanto estava à frente da Secretaria de Cultura, não se limitava às funções administrativas.
Ajudava a montar.
Ajudava a desmontar.
Recolhia materiais.
Ajudava a organizar o espaço.
E não ia embora antes do término.
Era a mesma Rose que existia antes do cargo e que continuou existindo depois dele.
Porque, para ela, servir não é uma posição.
É uma escolha.

UMA VIDA DE MÃOS DADAS COM A JUSTIÇA E A FÉ

Ao olhar para sua trajetória, percebe-se que existe um fio condutor entre todas as suas escolhas: a vontade de proteger, transformar e abrir caminhos.
Na Polícia Civil, buscou justiça.
No Direito, buscou conhecimento e defesa.
Na educação, formou novas gerações.
Na assistência social, buscou autonomia para famílias.
Na política, criou projetos de cidadania.
Na Cultura, valorizou a identidade de uma cidade.
No turismo, ajudou a conectar municípios e histórias.
Na fé, encontrou força.
Na família, encontrou seu porto seguro.
E nas pessoas, encontrou o sentido maior de sua caminhada.

UMA FRASE PARA DEFINIR ROSE

Se tivesse que resumir sua maneira de enxergar a vida em uma única mensagem, Rose escolheria uma provocação:

“Não sejam neutros. A neutralidade é lugar de covardes. Tomem posição.”
É uma frase que traduz sua personalidade e sua trajetória.
Uma mulher que sempre escolheu se posicionar.
Que enfrentou desafios ainda muito jovem.
Que abriu portas em ambientes onde poucas mulheres estavam.
Que transformou experiências difíceis em instrumentos de trabalho.
Que ocupou espaços sem esquecer de onde veio.
E que, depois de tantas funções, conquistas e homenagens, continua acreditando que o maior reconhecimento de uma vida bem vivida não
está no título que se carrega, mas nas vidas que se consegue tocar.
Porque, para a Dra. Rose, sucesso não é apenas conquista. Sucesso é tranquilidade. É paz de espírito.
E talvez seja justamente essa paz que nasce quando se olha para trás e se reconhece que, em cada etapa da caminhada, foi entregue o melhor de si.

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Consultor de Marketing digital. Design gráfico.