TOMÁZ DE AQUINO RESENDE
gabriel 2026-09-30TOMÁS DE AQUINO RESENDE
Uma vida dedicada ao Direito, ao Terceiro Setor, ao Agro e ao poder de servir
RAÍZES: UM NASCIMENTO NA ROÇA
Tomás de Aquino Resende nasceu em 9 de abril de 1958, ao anoitecer, na Fazenda Grotadas, município de Santo Antônio do Monte, em uma região próxima a Lagoa da Prata.
Nasceu em uma casa simples, de pau a pique, iluminada por lamparina e com a ajuda de uma parteira. Filho de José Rezende, conhecido como Zezé, e Dona Zazá, cresceu em uma família numerosa e profundamente ligada à vida rural.
Seu pai era viúvo quando se casou com sua mãe. Dessa união familiar, Tomás cresceu ao lado de muitos irmãos, formando uma família de 15 filhos, incluindo dois adotivos.
A infância foi vivida entre a fazenda, os irmãos, os primos e os vizinhos, especialmente a família de Brahim Mello e Jandira, que morava em uma propriedade próxima.
Entre as lembranças mais marcantes está o riacho que ficava entre as duas fazendas, ponto de encontro das crianças.
Ali nasceu uma relação que acompanharia Tomás por toda a vida: o amor pelo campo.
“A gente sai do meio rural, mas o rural não sai da gente.”
UMA INFÂNCIA SIMPLES, MAS FELIZ
A infância de Tomás foi marcada por simplicidade e poucas condições materiais, mas também por abundância de afeto, convivência e valores.
Não havia brinquedos caros, televisão ou celular. Os brinquedos eram criados pelas próprias crianças, muitas vezes utilizando elementos encontrados na natureza.
Aos seis anos, aprendeu a tirar leite das vacas. Aos sete, precisou deixar a fazenda para estudar.
Em determinado momento, a família possuía apenas um par de sapatos para dois irmãos. Para que ambos pudessem frequentar a escola, um estudava pela manhã e outro à tarde.
Até mesmo a missa de domingo era organizada de acordo com o único par de calçados disponível.
Para Tomás, aquela realidade não representa uma infância de carência, mas uma infância rica em experiências:
“Era uma pobreza bem santa. A gente tinha mesa farta, tinha casa, tinha tudo direitinho. Não tinha celular, não tinha brinquedo caro. Mas foi uma infância muito feliz.”
O ENCONTRO COM OS LIVROS
Ainda menino, Tomás descobriu uma de suas maiores paixões: a leitura.
No Colégio Jacinto Campos, em Lagoa da Prata, era frequentemente colocado de castigo por ser, segundo suas próprias palavras, um “menino custoso”.
Mas havia uma peculiaridade nesses castigos: ele era enviado para a sala da diretora, onde recebia livros para ler.
O castigo, portanto, tornou-se um prêmio.
Tomás chegou a admitir que fazia arte de propósito para ser mandado à diretoria e poder ler.
A paixão pelos livros acompanhou toda a sua trajetória. Mais tarde, sua biblioteca se tornaria uma das ferramentas fundamentais para sua formação jurídica.
O COLÉGIO AGRÍCOLA E A DISCIPLINA
Na adolescência, Tomás ingressou em um colégio agrícola em Bambuí, em regime de internato.
Passou aproximadamente três anos naquele ambiente, convivendo com cerca de 20 colegas no mesmo dormitório, estudando e trabalhando.
A rotina começava cedo e exigia disciplina, responsabilidade e autonomia.
Para ele, o colégio agrícola foi uma das maiores escolas de vida que teve.
Ali aprendeu que a vida, assim como o campo, exige disciplina, paciência, persistência, coragem, trabalho e responsabilidade.
“A colheita só vem depois de muito esforço e muita luta.”
O agro, que já fazia parte de sua infância, passou a integrar definitivamente sua identidade.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: O BANCO
Ainda jovem, Tomás mudou-se para Belo Horizonte e começou a trabalhar no Banco Nacional.
Morando com a irmã Lenir, iniciou sua trajetória profissional como escriturário.
Em pouco tempo, sua capacidade de trabalho chamou atenção. Em aproximadamente seis meses, passou para o caixa e, depois, para a função de auxiliar de tesoureiro.
Trabalhava longas jornadas e enfrentava diariamente uma rotina de deslocamentos de ônibus.
Foi também nesse período que viveu um episódio que demonstra uma característica que marcaria sua vida: a coerência com seus princípios.
Durante a famosa greve dos bancários de 1979, Tomás participou ativamente do movimento.
Ao retornar ao banco, recebeu do gerente a informação de que a direção determinara a demissão de todos os funcionários que haviam participado da greve.
O gerente, entretanto, era seu conterrâneo e decidiu não demiti-lo.
Tomás, então, tomou uma decisão inesperada.
“Então eu vou pedir demissão, porque eu estou errado. Se no meio de 31 sou eu que fui, eu sou errado.”
E pediu demissão.
A ROÇA, O LEITE E O DIREITO
Depois da experiência no banco, Tomás retornou à região e voltou ao trabalho rural.
Trabalhou na fazenda, tirou leite e transportou a produção de diversas propriedades até a Embaré.
Ao mesmo tempo, iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito do Oeste de Minas — FADOM.
Durante aproximadamente cinco anos, conciliou uma rotina extremamente exigente: trabalhava na fazenda, tirava leite, transportava leite e estudava Direito nos finais de semana.
Viajava de Kombi com colegas para assistir às aulas em Santo Antônio do Monte.
Era uma rotina pesada, mas que lhe permitiu pagar o próprio curso.
Foi nesse período que Tomás construiu uma das características mais fortes de sua trajetória: a capacidade de conciliar trabalho, estudo e responsabilidade familiar.
O CASAMENTO E A DECISÃO QUE MUDOU SUA VIDA
Durante o curso de Direito, Tomás conheceu Elzira, enfermeira formada pela UFMG, que estava em Lagoa da Prata realizando internato rural.
Os dois se conheceram, namoraram, ficaram noivos e se casaram quando Tomás tinha aproximadamente 25 anos.
Na época, ele já havia conseguido certa estabilidade financeira e começava a construir seu patrimônio no campo.
Chegou a pensar em abandonar o curso de Direito para dedicar-se integralmente à fazenda.
Mas sua mãe, Dona Zazá, e sua futura esposa não permitiram.
A condição foi clara: se abandonasse os estudos, não se casaria e também não continuaria trabalhando na fazenda do pai.
Tomás acabou concluindo o curso.
Anos depois, reconheceria aquela decisão como uma das maiores bênçãos de sua vida.
A FORMAÇÃO EM DIREITO E O INÍCIO DA ADVOCACIA
Tomás formou-se em Direito em 1985.
Pouco depois, recebeu um convite do advogado Dr. Osíris Pereira Campos para trabalhar em seu escritório.
Começou conciliando a advocacia com o trabalho rural.
Chegava da fazenda e seguia para o escritório.
Com o crescimento da clientela e o aumento das responsabilidades, percebeu que precisava escolher um caminho.
Optou pelo Direito.
Em pouco tempo, construiu uma reputação sólida como advogado e passou a atender importantes clientes da região.
O CASO QUE MUDOU O RUMO DE SUA CARREIRA
Um episódio envolvendo um fazendeiro vizinho de seu pai mudaria completamente sua trajetória.
O produtor rural Sebastião Lourenço procurou Tomás depois que uma nascente de água que abastecia sua propriedade havia sido desviada pelo proprietário de uma fazenda vizinha.
Tomás decidiu assumir a causa.
O problema era que o proprietário da outra fazenda era um juiz de Direito da comarca.
Tomás entrou na Justiça, defendendo o direito de seu cliente à água.
E venceu.
Mas a vitória trouxe uma consequência: passou a ter uma relação extremamente difícil com o juiz da comarca.
Como advogado, aquela situação começou a comprometer sua atuação profissional.
Foi então que Tomás tomou uma decisão que mudaria definitivamente sua vida: prestaria concurso para o Ministério Público de Minas Gerais.
O ESTUDO SOB A LUZ DO LAMPIÃO
Para se preparar para o concurso de Promotor de Justiça, Tomás afastou-se da rotina profissional e mergulhou nos estudos.
Durante seis meses, estabeleceu uma rotina quase de internato.
Começava às seis da manhã, estudava até as onze, retornava ao meio-dia e seguia até as seis da tarde. Depois do jantar, retomava os estudos às sete e permanecia até as onze da noite.
Como a fazenda não tinha energia elétrica, estudava à luz de um lampião emprestado por seu tio Zé Francisco de Souza.
Aquele lampião se tornou um símbolo de sua trajetória.
Tomás estudava durante a semana e voltava à cidade apenas aos domingos para ver a esposa, a filha e participar da missa.
Depois retornava à fazenda na segunda-feira.
Foram seis meses de dedicação absoluta.
E deu resultado.
Tomás foi aprovado no concurso para Promotor de Justiça de Minas Gerais.
O PRIMEIRO DESAFIO: ITAOBIM
Após a aprovação, Tomás tomou posse e recebeu sua primeira designação para Itaobim, no Norte de Minas.
A distância, as condições precárias e a estrutura encontrada foram um choque.
Ficou hospedado em um hotel simples, sem banheiro no quarto e sem estrutura adequada.
O município tinha poucos telefones públicos e o trabalho acumulado no fórum era enorme.
Seu primeiro salário demorou meses para chegar.
Tomás chegou a pensar seriamente em desistir da carreira.
Durante um encontro de promotores, confidenciou ao Procurador-Geral que não pretendia continuar.
A conversa, entretanto, mudou o rumo de sua carreira.
Foi encaminhado para Pitangui, mais próximo de sua região de origem.
PITANGUI: O PROMOTOR QUE QUEBROU PARADIGMAS
Em Pitangui, encontrou uma comarca que estava havia anos sem Promotor de Justiça.
Havia dezenas de processos de homicídio acumulados.
Tomás organizou os processos e promoveu uma verdadeira força-tarefa para colocar os julgamentos em dia.
Foram realizados dezenas de júris.
Um dos fatos mais marcantes de sua atuação ocorreu quando, em um dos primeiros julgamentos, pediu a absolvição do réu.
Depois pediu desclassificação em outro caso e redução de pena em um terceiro.
Era algo extremamente incomum.
Tomás se tornou conhecido pela coerência: quando entendia que deveria pedir absolvição, pedia; quando entendia que deveria buscar condenação, também fazia seu papel.
Sua atuação conquistou o respeito de magistrados, servidores e da comunidade jurídica.
FORMIGA E UMA NOVA MISSÃO
Posteriormente, Tomás foi promovido para Formiga.
Ali viveu uma experiência decisiva para sua trajetória no Terceiro Setor.
Atuou em um processo envolvendo uma instituição de ensino superior que enfrentava sérios problemas e corria o risco de fechar.
Tomás realizou uma intervenção e ajudou a reorganizar a instituição.
O trabalho teve grande repercussão e contribuiu para que aquela instituição se fortalecesse e posteriormente se consolidasse como universidade.
Foi nesse momento que começou a se aprofundar em um campo que se tornaria sua grande especialidade: o Terceiro Setor.
O PIONEIRISMO NO TERCEIRO SETOR
Ao perceber que havia pouca produção jurídica sobre fundações e associações no Brasil, Tomás começou a estudar profundamente o tema.
Em 1997, publicou o livro “Manual de Fundações”, considerado por ele próprio um trabalho pioneiro na área.
Posteriormente, publicou obras sobre o Terceiro Setor que chegaram a diversas edições.
Sua atuação acadêmica e profissional fez dele uma das principais referências brasileiras no Direito aplicado às organizações da sociedade civil.
18 ANOS DEDICADOS ÀS FUNDAÇÕES E ASSOCIAÇÕES
Em 1995, Tomás foi para Belo Horizonte e passou a atuar na área de fundações.
Em 10 de abril daquele ano, iniciou uma trajetória que se estenderia por aproximadamente 18 anos.
Foi criada uma promotoria especializada e, posteriormente, o Centro de Apoio ao Terceiro Setor, onde atuou na coordenação.
Seu trabalho alcançou organizações de todo o estado de Minas Gerais.
Ele passou a ministrar palestras, participar de encontros, produzir conhecimento e orientar instituições.
Promotores de Justiça de diferentes estados passaram a procurá-lo para compreender melhor a legislação e o funcionamento do Terceiro Setor.
OS GRANDES ENCONTROS DO TERCEIRO SETOR
Tomás ajudou a consolidar encontros nacionais voltados ao Terceiro Setor.
Em determinado momento, eventos chegaram a reunir aproximadamente 1.500 pessoas no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Promotores de Justiça de diferentes estados participavam dos encontros, além de autoridades e especialistas.
O trabalho transformou Tomás em uma referência nacional no assunto.
A APAC: UMA NOVA CAUSA
Em 2006, Tomás conheceu mais profundamente a APAC — Associação de Proteção e Assistência aos Condenados.
O método o impactou profundamente.
A partir daí, passou a dedicar-se intensamente à divulgação e expansão do modelo.
Sua atuação ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais.
Foi convidado para falar sobre a APAC em diversas regiões do Brasil e também no exterior. Esteve em países da América Latina e na Europa, incluindo Itália e Suíça.
Participou de encontros e conferências em diferentes lugares, levando sua experiência sobre recuperação e reinserção social.
Para Tomás, a APAC representa uma das maiores experiências de transformação humana que conheceu.
“O maior milagre que eu vi na minha vida foi a APAC.”
UMA VIDA A SERVIÇO DO TERCEIRO SETOR
Ao longo de sua carreira, Tomás se envolveu com diversas instituições sociais.
Entre elas, organizações ligadas às APAEs, hospitais, entidades filantrópicas, associações comunitárias e instituições educacionais.
Seu escritório também passou a se especializar no atendimento jurídico a organizações do Terceiro Setor.
Hoje, sua equipe reúne diversos advogados e atende organizações de grande relevância, especialmente nas áreas civil, administrativa, trabalhista e tributária.
Além da atuação profissional, Tomás mantém uma importante atuação pro bono, atendendo pessoas que não têm condições de pagar por assistência jurídica.
A APOSENTADORIA QUE NÃO FOI DESCANSO
Em 2013, Tomás aposentou-se do Ministério Público.
Planejava passar um período sabático na fazenda.
O descanso, porém, durou pouco.
Durante uma exposição de gado em Curvelo, encontrou o professor e jurista Arnaldo Plínio, que o convidou para trabalhar em seu escritório.
Tomás aceitou.
Pouco tempo depois, sua experiência e seus relacionamentos construídos ao longo de décadas fizeram com que várias organizações começassem a procurá-lo.
Assim nasceu seu atual escritório de advocacia, hoje dedicado principalmente às demandas do Terceiro Setor.
A EXPERIÊNCIA COMO PROCURADOR-GERAL DE BELOHORIZONTE
Em 2017, Tomás recebeu um convite para assumir a Procuradoria-Geral do Município de Belo Horizonte.
A escolha ocorreu justamente pela combinação de experiência jurídica, conhecimento do Terceiro Setor e atuação social.
Ele aceitou o desafio com uma condição: queria ter liberdade para implantar e regulamentar adequadamente a Lei Federal nº 13.019/2014, que estabelece o regime jurídico das parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil.
Recebeu carta branca para conduzir o trabalho.
O resultado foi uma experiência considerada de referência nacional.
A TRANSFORMAÇÃO DAS CRECHES DE BELO HORIZONTE
Durante sua gestão, Tomás participou de um grande processo de reorganização das parcerias entre o poder público e as organizações sociais.
Belo Horizonte possuía centenas de creches parceiras, atendendo dezenas de milhares de crianças.
Havia, porém, milhares de crianças sem vagas.
A equipe trabalhou na ampliação e reforma das estruturas existentes.
Espaços antigos, equipamentos sem utilidade e salas deterioradas foram reorganizados.
O objetivo era ampliar a capacidade de atendimento e garantir acesso à educação infantil.
Para Tomás, esse foi um dos trabalhos mais gratificantes de sua trajetória.
O VERDADEIRO PODER
A experiência como Procurador-Geral provocou uma reflexão que se transformou em uma de suas frases mais marcantes:
“O maior poder, o verdadeiro poder, é o poder de servir.”
Para Tomás, ocupar uma posição de autoridade nunca significou exercer poder sobre as pessoas.
Significou ter mais possibilidades de ajudá-las.
Essa compreensão resume grande parte de sua trajetória profissional e pessoal.
A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA
A ideia de servir também está presente em sua família.
Tomás cita seu irmão Lucas como uma de suas grandes referências de liderança e serviço público.
Conta que, quando Lucas decidiu candidatar-se à Prefeitura de Lagoa da Prata, chegou a alertá-lo sobre as dificuldades da vida pública.
Lucas respondeu que, se pudesse construir uma casa para uma família, já valeria a pena enfrentar todos os problemas.
A resposta marcou Tomás profundamente.
Ele compreendeu que a política poderia ser, acima de tudo, uma ferramenta de transformação social.
GRATIDÃO POR LAGOA DA PRATA
Apesar de ter construído uma trajetória profissional em diferentes cidades, Tomás nunca rompeu sua ligação com Lagoa da Prata.
A fazenda, a família, os amigos, a memória dos pais e a própria história continuam profundamente ligados à cidade.
Ele afirma sentir-se em dívida com Lagoa da Prata.
Sua família foi acolhida pela comunidade e construiu ali sua vida.
Por isso, entende que chegou o momento de retribuir.
“Eu me considero em dívida com a cidade.”
E resume esse sentimento em uma palavra: devolver.
Devolver à cidade parte de tudo aquilo que recebeu.
A RELAÇÃO COM O AGRO
Mesmo depois de décadas dedicadas ao Direito, ao Ministério Público e ao Terceiro Setor, Tomás nunca abandonou a fazenda.
Desde 1958, o campo faz parte de sua vida.
Enquanto atuava em Pitangui, Formiga e Belo Horizonte, mantinha a rotina de retornar à fazenda nos finais de semana.
Construiu sua casa na propriedade a partir de 1990 e levou cerca de dez anos para concluí-la.
A fazenda representa mais do que patrimônio.
É memória, identidade, descanso e pertencimento.
“Eu nasci no agro e nunca saí do agro.”
A GRATIDÃO COMO VALOR
Entre os valores que Tomás considera fundamentais está a gratidão.
Gratidão à família.
Gratidão a Lagoa da Prata.
Gratidão às pessoas que contribuíram para sua formação.
Gratidão a Deus.
E gratidão pela oportunidade de servir.
Depois de décadas de trabalho, acredita que a vida lhe proporcionou mais do que precisava.
Por isso, entende que agora é hora de devolver.
“Estou com a vida realizada, resolvida, os filhos criados, meus negócios bons, estou tranquilo, não preciso de mais nada. Agora é hora de eu devolver.”
A ENTRADA NA POLÍTICA
Tomás admite que a política nunca foi exatamente um sonho pessoal.
Seu nome, porém, já havia sido cogitado algumas vezes.
Sua visão política sempre esteve associada ao centro, ao diálogo e à capacidade de conversar com pessoas de diferentes posições.
Ele afirma não acreditar no radicalismo e defende o respeito às diferentes formas de pensar.
Mais recentemente, filiou-se ao Partido Novo e passou a trabalhar na construção do partido em Lagoa da Prata.
Inicialmente, seu objetivo era preparar-se para uma possível candidatura à Prefeitura de Lagoa da Prata.
O DESAFIO DE UMA CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL
Em 2026, surgiu um novo desafio.
Tomás foi convidado pelo governador Romeu Zema a integrar a chapa do Partido Novo como candidato a deputado federal.
Inicialmente, hesitou.
Tinha seu escritório, sua fazenda, seus compromissos e não pretendia abandonar o projeto de disputar futuramente a Prefeitura de Lagoa da Prata.
Mas o convite foi apresentado como uma missão.
A candidatura foi oficializada em convenção partidária.
Tomás decidiu aceitar o desafio.
Para ele, a candidatura representa mais uma etapa de uma trajetória construída sobre o mesmo princípio: servir.
O FUTURO E LAGOA DA PRATA
Ao falar sobre o futuro político, Tomás não esconde seu desejo de um dia poder administrar Lagoa da Prata.
Não trata isso como uma ambição pessoal, mas como uma possibilidade de devolver à cidade aquilo que recebeu.
Sua motivação está diretamente ligada à ideia de serviço público.
Educação, saúde, dignidade, oportunidade e transformação social aparecem como elementos centrais de sua visão.
Sua pergunta fundamental não é quanto poderá ganhar ou quanto prestígio poderá alcançar.
É o que poderá fazer.
BATE-BOLA — A ESSÊNCIA DE TOMÁS
Família: É tudo.
Um valor inegociável: Fé e respeito.
Uma liderança que o inspira: Lucas, na política; Juscelino Kubitschek, como liderança histórica.
Uma decisão que mudou sua história: Decidir ser Promotor de Justiça.
O agro: Minha vida.
O Terceiro Setor: Minha alma.
Liderança: Poder servir.
Sucesso: Uma sucessão de realizações.
Deus: Minha salvação.
A vida: “A vida é uma passagem para a gente poder ser útil e conseguir aqui ter a salvação da nossa alma.”
Uma mensagem aos jovens: “Estudar, estudar, estudar, estudar; ter coragem e acreditar na providência.”
TOMÁS DE AQUINO RESENDE: UMA VIDA QUE SECONFUNDE COM O SERVIR
Da casa de pau a pique iluminada por lamparina ao exercício das mais importantes funções jurídicas e institucionais, a trajetória de Tomás de Aquino Resende é marcada por uma constante: o trabalho como instrumento de transformação.
O menino que aprendeu a tirar leite antes mesmo de calçar sapatos tornou-se advogado, Promotor de Justiça, Procurador de Justiça, especialista em Terceiro Setor, referência nacional em fundações e associações, defensor da APAC, Procurador-Geral do Município de Belo Horizonte e, agora, candidato a deputado federal.
Mas, acima dos títulos, existe uma identidade que ele próprio escolheu para definir sua caminhada:
“Um homem que nasceu no campo, aprendeu com a luta, encontrou nos livros o caminho para transformar sua história e fez do Direito uma ferramenta para servir.”
Sua história é feita de trabalho, estudo, fé, coragem, família, gratidão e, sobretudo, propósito.
Porque, para Tomás de Aquino Resende, o verdadeiro significado de liderança nunca esteve no poder de mandar.
Está no poder de servir.